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Estações meteorológicas automáticas otimizam irrigação

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agriculturaA irrigação das culturas ganhou impulso nos últimos anos em função da busca de maior produtividade, qualidade e lucratividade da propriedade rural. Além disso,  as instabilidades do clima provocadas pelas mudanças climáticas fizeram desta tecnologia uma aliada do agricultor para a produção de alimentos. No entanto, para se conseguir retirar dela todas as vantagens, é preciso usar equipamentos auxiliares que fornecem dados precisos na hora de irrigar. “Existe uma grande diferença entre molhar e irrigar”, observa o professor de Agrometeorologia, Paulo Cesar Sentelhas, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da USP, em Piracicaba (SP). Ele explica que “o agricultor sem técnica, toma decisões de forma empírica e assim pode incorrer em dois erros: o de irrigar depois da planta ter enfrentado estresse hídrico e, com isso, ter prejuízos na produtividade; ou oferecer mais água para a cultura do que o necessário e, com isso, induzir ao aparecimento de doenças por excesso de umidade e desperdiçar energia elétrica e água”.

Para Sentelhas, “não existe mágica para se conseguir uniformidade e produtividade nas culturas irrigadas; existe o uso de técnicas”.  O professor ressalta que é importante “o manejo agroclimatológico da irrigação por meio do balanço hídrico das culturas, quando se determina exatamente quando e quanto irrigar”. Isto é possível com o uso dos dados fornecidos pelas estações meteorológicas, que permite ao produtor estimar de forma acurada a evapotranspiração da cultura, seja por meio do uso de planilhas eletrônicas ou mesmo com saída direta dos sistemas de aquisição de dados das estações.

Estações instaladas em propriedades rurais que empregam a irrigação garantem informações precisas sobre as variáveis hidrológicas como temperatura, umidade relativa do ar, índices de radiação, precipitação pluviométrica e velocidade dos ventos. “São variáveis usadas para quantificar a evapotranspiração do local, a partir da qual define-se a quantidade de água a ser reposta”, explica Sentelhas, que acrescenta “As estações ajudam o produtor a controlar o desenvolvimento da cultura visto que os dados são fundamentais para determinar a evapotranspiração das plantas e contabilizar o balanço hídrico”.  O resultado é uma cultura com maior produtividade, com custos menores de produção, que pode gerar maior lucratividade ao agricultor.

Para saber mais sobre o tema, veja  link ao lado: O uso racional da meterologia na agricultura

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ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS CONVENCIONAIS

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Nos últimos anos, temos acompanhado uma diminuição significativa das estações meteorológicas convencionais de coleta de dados.

Nessas estações tradicionais, além dos registros de temperatura, vento, umidade, pressão, etc., são coletados dados como  visibilidade, orvalho, granizo, fumaça, tipo e quantidade de nuvens, névoa seca/úmida, entre outros.

Essas variáveis, para serem registradas, dependem de um observador treinado, que hoje em dia parecem seguir em vias de extinção, o observador meteorológico.

Recentemente, recebemos uma solicitação de estatísticas de eventos de granizo no estado de São Paulo. Uma empresa de seguros rurais precisava saber como se dá a distribuição de queda de granizo no estado, para poder calcular o risco de perdas em plantações de laranjas espalhadas pelo interior do estado. Por sorte, tínhamos exatamente um mapa de distribuição de granizo para São Paulo, que ajudou muito na tomada de decisão da empresa.

Este mapa, só foi possivel de ser elaborado, graças a coleta de dados realizadas em estações convencionais a partir dos registros feitos por uma pessoa no local. Agora fica a questão, como poderemos ter estatísticas de fenômenos atmosféricos importantes, sem a presença de um observador? Talvez a resposta esteja nos satélites capazes de identificar áreas com nevoeiro, geada, fumaça, etc. Mas por enquanto, essa tecnologia não está 100% confiável para substituir o observador, mas é bem provável que em alguns anos, estações meteorológicas automáticas serão capazes de coletar muito mais dados que os atuais. Nos EUA, estações automáticas já informam a ocorrência de raios, visibilidade, nuvens entre outras variáveis. Mas até que esta tecnologia chegue ao Brasil, preciosos dados estão sendo deixados de se coletar e importantes estatísticas climatológicas estão sendo deixadas de se realizar.

Apesar de estar havendo uma redução no número geral das estações convencionais, por outro lado, há um crescente e expressivo aumento das classes de estações automáticas e telemétricas. Isto mostra que o setor vem lançando mão, cada vez mais, da modernização tecnológica.

A chegada das estações automáticas são muito bem- vindas, mas devemos ter sempre em mente que até este momento, elas não são capazes de substituir plenamente um bom observador meteorológico.abr4

CHOVE MAS NÃO MOLHA

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As chuvas do verão 2010 foram realmente avassaladoras, principalmente no sudeste e sul do Brasil. Com eventos catastróficos como em S. Luis do Paraitinga/SP , Angra dos Reis/RJ, Cunha/SP, entre outras cidades. Neste contexto, um detalhe que nos chama a atenção foi a falta de dados de chuva de algumas estações meteorológicas automáticas do INMET. Mesmo sob forte aguaceiro as estações não registraram nada, o que nos sugere a falta de manutenção da mesma.
Vejam alguns exemplos:
– Angra do Reis não tem estação automática, mas está entre duas , Marambaia (~60km) e Paraty (~50km), em ambas no dia da catástrofe da virada do ano, os registros de chuva foram de 0,0mm.
– Enquanto na madrugada do dia 18/jan/2010, S. José do Rio Preto/SP afundava sob um diluvio de 138mm/3h, em José Bonifácio (~30km), o pluviômetro do Inmet registrava 0,0 mm.
– Porto Velho/RO, marimbondos fizeram um ninho na boca do pluviômetro, e  há dois meses não  há coleta do volume real de chuva acumulado.

O INMET justifica que hoje eles possuem mais de 455 estações meteorológicas espalhadas por todo o território e o esforço para manter todas as estações em operação em condições satisfatórias é grande, mas muitos colaboradores deixaram o INMET. Este seria mais um dos motivos pela qual a precariedade e falta de manutenção correta das estações, geram falsos dados.
“Sempre que um sensor apresenta problemas, a ordem é trocá-lo, pois a calibração tomaria muito tempo e também requer laboratório e técnicos, os quais estamos em falta.”, explica Dalla Antonia do INMET.

Por isso, caros leitores, mais uma vez atentem à qualidade dos dados, nem sempre aquilo que está sendo divulgado está certo. Esses erros podem até gerar certas gafes, como a da “Garota do Tempo” da Globo que disse que as chuvas em Angra dos Reis foram extremamente localizadas, pois os pluviômetros de Paraty não registraram nada.

EFEITOS DO TEMPO E CLIMA SOBRE A ENGENHARIA – AMPLITUDE TÉRMICA

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As trocas de temperatura do ar entre o meio ambiente e as construções causam variações térmicas nas estruturas/construções chegando ao seu interior e, desta forma, o agente de degradação pode atuar com ação física ou química. A patologia comumente associada aos efeitos da temperatura ou, mais especificamente, com as variações de temperatura são as fissuras provocadas pela de dilatação e retração.
A amplitude térmica é definida como a variação entre a temperatura máxima e a temperatura mínima. A NBR 6118 define que a variação da temperatura da estrutura causada pelo efeito da variação da temperatura da atmosfera e da insolação, é considerada uniforme. Ela depende do local da implantação da construção e das dimensões das peças que a compõem. Seguindo as considerações que são apresentadas por esta norma, um engenheiro projetista deve estar atento para locais onde a variação de temperatura máxima e mínima esteja entre os 50C e 15ºC e maior que 15ºC. Nestas condições, dependendo das características de cada peça (dimensões, preenchimento, etc.), condições especiais devem ser adotadas para o devido dimensionamento e projeto da estrutura.

Apesar de muito simples, este parâmetro não se encontra disponível em nenhum portal de instituições brasileiras que disponibiliza informação meteorológica brasileiro. Com isso, a NBR 6118 está sendo desrespeitada justamente devido à falta de informações apropriadas que auxilie o Engenheiro a melhor projetar sua obra. Se você necessita de dados de amplitude térmica de uma determinada localidade, envie-nos um email.

EFEITOS DO TEMPO E CLIMA SOBRE A ENGENHARIA – ÍNDICE DE CHUVA DIRIGIDA

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Como o próprio nome sugere, este parâmetro é definido por uma expressão matemática que faz uso direto de duas variáveis ambientais que são medidas diretamente, que são os ventos e a precipitação. A norma BS 8104/92 do British Standards Institution (BSI) relata que a quantidade de chuva que escorre por uma fachada é proporcional à quantidade de chuva que cai em uma superfície horizontal e a velocidade do vento no local; sendo assim, apresenta o Índice de Chuva Dirigida anual, como sendo resultado do produto da média anual de vento com o total de precipitação anual, em um determinado local. As plataformas de coleta de dados, geralmente disponibilizam a precipitação acumulada em uma hora juntamente com informações do vento máximo que ocorreu neste período. Os engenheiros devem manter um banco de dados possa assimilar, além da precipitação acumulada e da rajada de vento, dados de direção e velocidade do vento e a quantidade de chuva que ocorrem simultaneamente em um mesmo período. Dessa maneira poderão quantificar o impacto que a chuva dirigida tem sobre a construção.

EFEITOS DO TEMPO E CLIMA SOBRE A ENGENHARIA CIVIL – VENTOS

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A consideração do sentido preferencial e da intensidade dos ventos, é um importante parâmetro para projetos de fachadas, ou quando há um interesse em avaliar as influências ambientais no entorno de uma construção. Para isto é necessário que se tenha monitoramento de vento e chuva em escala horária e com uma malha de estações meteorológicas que permita estudos de microclima, ou pelo menos de mesoclima. Além do uso do vento agindo diretamente como agente de degradação, sabe-se que esta é uma variável meteorológica que também tem influência na durabilidade das construções quando associada à chuva, produzindo assim um parâmetro conhecido como chuva dirigida.

Hoje em dia, há uma grande demanda pelo maior conhecimento das variações regionais e locais do clima e como elas influência as estruturas de engenharia civil. Para saber mais como o microclima pode agir sobre sua obra ou estrutura, entre em contato conosco. Nosso email é dadosmeteorologicos@hotmail.com

Estações Meteorológicas Automáticas

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No Brasil a utilização de estações meteorológicas automáticas vem crescendo continuamente, mesmo sendo uma tecnologia recente, um grande número de estações vem sendo espalhadas pelo país, como é o caso das estações automáticas do INMET, que já instalou mais de 400.

O avanço destes instrumentos eletrônicos vem se desenvolvendo rapidamente, os dados disponíveis por estas estações e de observatórios oficiais permitem a avaliação e o planejamento de várias atividades. Os dados fornecidos pela rede do INMET estão disponíveis, de hora em hora, mas para somente os últimos três meses.

Para períodos mais longos de coleta e processamento de dados meteorológicos, entre em contato conosco via email: dadosmeteorologicos@orcaservices.com.br